Fases de Borboleta
  Campeonato Paulista II - Sou Ronaldo

 

 

Não poderia deixar de comentar aqui a respeito de uma pessoa, um ídolo, ou melhor, para entendimento de todos, eu diria, um fenômeno. E ele realmente o é. Mas antes de falar um pouco sobre o craque, tenho que desabafar o “grito” preso na garganta em palavras. Talvez não seja tão boa em gritar alto minhas emoções, mas sou torcedora e fiel, e com esses dois adjetivos meu time já tem nome, e esse nome esta saltando alto, esta na boca do povo, nas roupas dos torcedores, o símbolo esta cravado no coração. E isso já o transforma na palavra que mais se encaixa ao jeitinho preto e branco, superação. Quebramos tabus, quebraram todas as bancas, perderam-se muitas apostas, muitos não acreditavam, eu acreditava, sempre. Ainda falta um jogo, uma partida, o segundo tempo da final, como diz o próprio fenômeno. Mas se for pensar em probabilidades, acho que temos mais do que a vantagem. Agora estaremos em casa, em um Pacaembu lotado, São Paulo irá “parar”, mesmo que aos gritos dos fiéis, o enredo seja: “Não pára, não pára, não pára...”. Agora em se tratando de algo fantástico, em se tratando de fenômeno, realmente me faltam palavras para falar a respeito de um homem, que mostrou fraqueza em muitos momentos da sua vida fora de campo, mas que a nós nada cabe julgarmos. Porque dentro de campo, na pequena área principalmente, ele manda seu recado, ele deixa sua marca, ele dá sua resposta, superando seus próprios limites, com força e determinação, qualidades natas de um craque, de alguém que nasceu para brilhar, por simplesmente ter o dom, e dom é para poucos. Mais do que um craque, ele tem algo que falta há muitos jogadores, ele tem um “Q” a mais que faz toda a diferença, sua humildade no trato com as pessoas, sua humildade com a vida, seu carisma quebra as barreiras de torcedores. Vai além de Corinthians, ele é brasileiro. E todos reconhecem que o craque não “morreu”, ele estava adormecido talvez, mas ele voltou, e cá entre nós, que volta, que retorno. E para terminar esse pequeno “desabafo” ao meu modo, vou repetir uma frase que ele disse no final do primeiro jogo contra o Santos quando comentaram com ele que o Pelé tinha ido assistir a partida, e o viu fazendo os gols. O fenômeno, muito fenomenal (e viva a redundância nesse caso) disse em curtas palavras a maior das verdades: “Eu fui Rei na casa do Rei, hoje”.



Escrito por Lu às 17h38
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  No meio do caminho tinha uma pedra...

Definitivamente eu penso muito. Penso tanto, que ao tentar expor minhas palavras, literalmente tenho a impressão que não consegui o intuito desejado. É complicado, principalmente quando não se pode falar muito. É no mínimo irônico isso, afinal de contas, por quê? Porque não se pode soltar o verbo e falar tudo que se pensa, tudo que se é, porque “esconder” certos pensamentos ou como muitos preferem a opção, de “ir descobrindo”? Descobrindo definitivamente não é a solução em determinadas situações, porque antes de descobrir temos o costume de arriscar, e essa atitude nem sempre agrada, nem sempre é do “gosto do freguês”, por falta de diálogo, talvez. E daí então eu me pergunto: Porque então não expor tudo o que se pensa, seus gostos, vontades, seus princípios, sentimentos? Eu realmente não sei jogar esse jogo, acho que mesmo guardando todos os meus pensamentos, todo o meu modo de ver e viver a vida, eu sinto que acabo sendo transparente em relação aquilo que sou, naquilo em que acredito. Pois sou a favor do dar a cara para bater, com todos os receios, com todos os medos que possam existir, e que sempre existirão, com todas as rochas, racionalidades, com todo o pé no chão, que faz um dia ensolarado tornar-se um iceberg, até mesmo com todos os bloqueios, eu me questiono apenas uma coisa: O que se ganha com tudo isso? Cautela demasiadamente excessiva, vida projetada, analisada, medindo friamente a probabilidade do risco, o quão pode ser vantajoso ou não? Eu sinceramente não sei, só sei de uma coisa, e isso o sei e muito bem, que o mais importante não é medido, não é pesado, nem tampouco analisado, e sempre haverá o risco, sempre. Porque ele é sentido. E se não houver a possibilidade de colocar isso na frente de todas as variáveis, então afirmo que mais do que temer, mais que cautela, mais que pedras e cálculos, o pior é não se permitir viver esse sentir. Apesar de que em tempos de aquecimento global, os icebergs e geleiras consequentemente tendem a derreter, então, vai saber, tudo pode acontecer ou não, o problema mesmo são as pedras. Mas um pouco de humor negro, ao estilo do próprio, não faz mal a ninguém.



Escrito por Lu às 14h31
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